Acerca de
APA
Área de Proteção Ambiental
da Costa dos Corais

APA Costa dos Corais
Ajudamos a preservar
a maior unidade de
conservação marinha do Brasil
A Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais é uma Unidade de Conservação Federal de Uso Sustentável criada para proteger os corais no Brasil. O termo Uso Sustentável revela que são permitidos os usos dos recursos naturais de forma adequada. Seja pelo uso direto, como, por exemplo, a pesca; ou pelo uso indireto, como o turismo.
Estabelecida a partir de 1997, tem como objetivos: conservar a flora e a fauna dos recifes de corais e manguezais; proteger a população de peixe-boi marinho; ordenar as atividades econômicas dentro da unidade; e promover a cultura local.
A APA Costa dos Corais está situada entre as fozes do Rio Formoso, em Tamandaré/PE e do Rio Meirim, em Maceió/AL. Abrange ambientes de recifes de corais, praias, estuários, manguezais e a plataforma continental. A área tem cerca de 413,563 hectares, distribuídos em 141 km de costa, e abarca 13 municípios nos dois estados. Os limites da unidade adentram 18 milhas náuticas em direção ao Oceano Atlântico até a isóbata de 49m, o que a torna a maior unidade de conservação marinha do país.
Está totalmente inserida em área pública – mar e estuários –, ecossistemas cujos recursos naturais (pescado e beleza cênica) são utilizados por parcela da comunidade local, para subsistência e geração de renda.
Com o propósito de atuar de forma concreta pela proteção da APA, a Associação Peixe-boi é membro titular do Conselho Gestor da APA Costa dos Corais (CONAPAC), criado em 2011, com 28 assentos e participação de 45 instituições de Alagoas e Pernambuco.
Entre os desafios enfrentados pelo CONAPAC estão os impactos ambientais e socioculturais dos empreendimentos turísticos – nacionais e internacionais –, em crescente desenvolvimento nas áreas adjacentes à APA.
Em 2013 foi a publicado um Plano de Manejo para a APA Costa dos Corais. Considerado um marco na história da unidade, o documento definiu planos de ações para a gestão da área e criou zonas especiais de manejo, com regras de utilização.

Santuário do peixe-boi
Chamamos de Santuário do Peixe-boi a área permitida para a visitação ao peixe-boi na natureza: um trecho dentro da Zona de Conservação da vida marinha do peixe-boi, que vai da ponte rústica de madeira no Rio Tatuamunha até a “Pedra do Mero”, ponto no leito do Rio onde existe uma laje submersa utilizada como abrigo por meros, espécie de peixe, que, assim como o peixe-boi, é ameaçada de extinção.
No Santuário do Peixe-boi não é permitido o uso de motor nas embarcações. Assim, utilizamos varas para deslocar as jangadas pelo rio. O objetivo é proteger o peixe-boi de possíveis acidentes e preservar a tranquilidade do habitat natural.
Pode-se mergulhar, nadar e pescar. Mas é vedado tocar e alimentar quaisquer animais do ecossistema.
A Zona de Conservação do peixe-boi foi estabelecida no Plano de Manejo. Vai da praia do Boqueirão, no município de Japaratinga, até a foz do Riacho, em São Miguel dos Milagres. Dentro dessa área fica o Rio Tatuamunha, onde acontece a visitação aos peixes-bois.
Fora da área de visitação existem outras regras, como o uso de motor de popa tipo rabeta somente com proteção de hélice e o tráfego de embarcações de turismo e lazer apenas no Rio Manguaba, sem ultrapassar a velocidade máxima de 5 nós. Lanchas e motos náuticas são proibidas em toda a zona até os recifes de corais.
